| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Apodiformes |
| Família: | Trochilidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Lesbiinae |
| Reichenbach, 1853 | |
| Espécie: | H. rubricauda |
O beija-flor-rubi é uma ave apodiforme da família Trochilidae. Também conhecido como papo-de-fogo.
Taxonomia: Trochilus rubricauda (Boddaert, 1783), Rio de Janeiro, Brasil. Por vezes, colocado no gênero Heliodoxa, mas estas relações são pouco claras. (Schuchmann, 2016).
Seu nome científico significa: do (grego) klutos = glorioso; e laimos = garganta; e do (latim) ruber = vermelho; e cauda = cauda. ⇒ (Ave com) garganta gloriosa e cauda vermelha.
Nome cientifico atual: Heliodoxa rubricauda (Reich, 1793).
Mede entre 10,8 e 11,3 centímetros de comprimento. O macho da espécie pesa entre male 7 e 9,2 gramas, a fêmea pesa entre 5,9 e 7,1 gramas. (Schuchmann, 2016). Apresenta acentuado dimorfismo sexual.
O macho é predominantemente verde, com a cauda avermelhada que lhe dá o epíteto específico de rubricauda, se destaca pela coloração rubi do papo e o verde cintilante da fronte e peito. No sombreado da mata, quando em repouso, aparenta uma coloração negra destacando as manchas brancas pós-oculares.
A fêmea tem coloração canela na parte de baixo do corpo, cabeça e dorso verdes, também apresenta as manchas brancas por trás dos olhos.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
Alimenta-se do néctar produzido por flores. Esta espécie é muitas vezes é encontrada junto a aglomerações de brinco-de-princesa (Fuchsia sp) nas regiões serranas. Devido ao hábito de se alimentar do néctar secretado por flores de várias espécies de plantas, os beija-flores ocupam um lugar importante nas comunidades da qual fazem parte, agindo como polinizadores. Além do néctar das plantas os beija-flores consomem insetos, que são capturados em pleno voo.
O macho na época de acasalamento realiza semi-círculos em volta da fêmea abrindo e fechando as asas, causando contraste com as penas claras da cauda ao mesmo tempo em que exibe o a cor rubi brilhante da garganta. O ninho tem formato de tigela e é feito de fiapos de material macio (xaxim) e externamente enfeitado com pedaços de líquens grudados com teia de aranha. Geralmente é colocado num ramo horizontal ou forquilha de galhos. Como a maior parte das espécies de beija-flor, a fêmea põe 2 ovos brancos e é responsável pela nidificação e alimentação dos filhotes.
Territorialista, não permite que outros pássaros (exceto o parceiro) e até insetos polinizadores se aproximem das suas fontes de alimentação, geralmente uma ou mais flores. Habita o interior da mata, jardins arborizados e bananais. Vocaliza o tempo todo, desde o amanhecer do dia até o pôr do sol. Permite a aproximação até 30 cm e fica agressivo com a aproximação da câmera fotográfica, situação em que exibe a cor avermelhada (rubi) embaixo do pescoço e o verde-cintilante na testa, como mostra uma das fotos da galeria. Para exibir esta cor avermelhada ele arrepia as penas do pescoço e a tonalidade varia conforme o ângulo, já que trata-se de um fenômeno de interferência luminosa devido a micro-estrutura ordenada do material (na constituição da estrutura das penas, no caso do beija-flor) conhecido como iridescência. É o mesmo fenômeno que ocorre para produzir o colorido das asas das borboletas azuis do gênero Morpho sp. dentre outros. Na física, este fenômeno óptico é conhecido como difração e é largamente utilizado na tecnologia.
Consulta bibliográfica sobre subespécies: